Justiça do Trabalho capixaba debate metas para 2026 em audiência pública

Política & Poder

O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) realizou, nos dias 3 e 4 de julho, dois encontros para debater as metas nacionais do Poder Judiciário. As atividades realizadas como objetivo apresentar os resultados parciais de 2025 e debater propostas para as metas de 2026, reforçando o compromisso da Justiça do Trabalho com a transparência, a gestão participativa e o aprimoramento contínuo da prestação jurisdicional. 

Tanto a audiência pública quanto a reunião interna aconteceram na Escola Judicial e foram transmitidas ao vivo. A audiência pública reuniu representantes da advocacia, da sociedade civil e de entidades sindicais; enquanto a reunião interna foi realizada com magistrados, magistradas, servidores e servidores do TRT-17. 

Os encontros foram conduzidos pelo gestor de metas do TRT-17, juiz Jailson Duarte, e pelo secretário de Governança e Gestão Estratégica, Luciano Magno Brambila. 

Gestão participativa e compromisso com a sociedade 

Na abertura do evento, o gestor de metas do Tribunal destacou a importância do processo participativo na definição das metas que orientam a atuação da Justiça do Trabalho: 

“Essas metas refletem não apenas diretrizes administrativas, mas um verdadeiro compromisso de todos os que compõem a Justiça do Trabalho — magistrados, servidores, advogados e a sociedade civil organizada — de oferecer um serviço público cada vez mais eficiente, acessível e humanizado.” 

Entre os principais pontos abordados, destacam-se a Meta 1 (julgar mais processos do que os distribuídos), a Meta 2 (priorizar o julgamento de processos antigos), a Meta 3 (aumentar os índices de conciliação) e a Meta 5 (reduzir a taxa de congestionamento dos processos). Também foram discutidas as metas externas à promoção da inovação (Meta 9) e ao combate ao trabalho infantil (Meta 10). 

Escuta da sociedade amplia diálogo com a Justiça 

Durante a audiência, representantes da sociedade civil também destacaram a importância da iniciativa. A advogada Poliana Firme elogiou o espaço de diálogo e a participação das entidades representativas: 

“Como é importante a participação dos advogados, das entidades sindicais, de quem está aqui no dia a dia atuando no tribunal. O andamento do processo também nos interessa, assim como à sociedade.” 

Anerildo Zilio dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Sul do ES (Sintraconst Sul), destacou o quanto a apresentação dos dados contribui para a compreensão do funcionamento da Justiça: 

“Esses gráficos esclarecem muito sobre como caminharam os processos. O TRT-17 está de parabéns.” 

Contribuições capixabas integram construção nacional 

As propostas coletadas durante a audiência pública e a reunião interna serão encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa integra o processo de Gestão Participativa promovido pelo CNJ, que valoriza a contribuição direta das unidades judiciárias na construção das metas que orientam a atuação do Judiciário em todo o país. 

Essas contribuições são somadas a outros tribunais brasileiros e vão subsidiar a formulação das Metas Nacionais do Poder Judiciário para 2026, com base em princípios de gestão democrática, colaborativa e diferenciada à melhoria contínua dos serviços judiciais. 

Fonte e Foto: TRT 17º ES

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